sexta-feira, 22 de maio de 2026

Comunicado Oficial – Piratas da Engadina

A pedido dos Piratas da Engadina publicamos o seguinte comunicado oficial enviado pelos nossos irmãos.
Agradecemos a confiança e desejamos a todos os membros, amigos e apoiantes muita força e união.

Segue abaixo o comunicado oficial acompanhado do flyer.

Comunicado Oficial – Piratas da Engadina
Caros amigos, irmãos de estrada, motards e apoiantes,
É com enorme respeito por todos vós que informamos que, este ano, não será possível realizar a nossa habitual Concentração dos Piratas da Engadina.
Esta decisão não foi tomada de ânimo leve. Pelo contrário, foi ponderada com responsabilidade, maturidade e sobretudo com o espírito que sempre nos caracterizou: fazer as coisas bem feitas, com condições, segurança e a qualidade que todos merecem quando entram no nosso território.
Existem momentos em que, por motivos logísticos e organizacionais que fogem ao nosso controlo, a melhor decisão é saber parar para regressar ainda mais fortes.
Aos que já contavam connosco no calendário, aos amigos que todos os anos fazem quilómetros para estar presentes, aos parceiros e apoiantes o nosso sincero agradecimento e compreensão.
Os Piratas não desaparecem.
Os Piratas preparam-se.
E quando regressarmos, regressaremos como sempre: à nossa maneira, em grande, e com o espírito motard que nos une.
Até lá, encontramo-nos na estrada. Porque o que nos liga não é apenas um evento é a irmandade.
Com estima e respeito,
Piratas da Engadina 

A LUSOMOTARDS permanece disponível para apoiar e divulgar iniciativas e comunicados da comunidade motard portuguesa na Suíça, a nós associados.
Obrigado a todos os que acompanham e apoiam este espírito de união.
Respeito, irmandade e estrada.
Um abraço fraterno dos aos Piratas da Engadina

terça-feira, 12 de maio de 2026

ENTREVISTA DO MÊS – “Um Motard, Uma História”

 Há homens que andam de mota.
E há homens que nascem para a estrada.

Marco Teixeira pertence à segunda raça.

Natural de Dalvares, Tarouca. Forjado longe de casa, chegado à Suíça ainda adolescente, trouxe consigo algo que o tempo não muda e a distância não apaga: carácter.

A mota não entrou na sua vida como passatempo.
Entrou como destino.

Na solidão da estrada encontrou paz.
Na irmandade encontrou propósito.
E nos Piratas da Engadina encontrou família.

Quando vestiu o patch pela primeira vez, não vestiu um símbolo.
Vestiu uma responsabilidade.

Nunca procurou o lugar de líder.
Mas os líderes verdadeiros não se candidatam são escolhidos.

Hoje, como Presidente dos Piratas da Engadina, não guia apenas uma mota.
Guia homens.
Guia valores.
Guia uma irmandade.

Porque para Marco, liderar não é dar ordens.
É dar o exemplo.
É proteger os seus.
É garantir que lealdade, respeito e união não são palavras… são leis.


Este não é apenas o Presidente.
Este é o homem que carrega o espírito dos Piratas no peito e na forma de viver.

Senhoras e senhores… irmãos da estrada…

Com vocês, o Presidente dos Piratas da Engadina:

Marco Teixeira.

 Lusomotards (LM)  - Quando chegaste à Suíça?
Marco Teixeira (MT) -
Cheguei à Suíça 1999 com 14 anos, numa fase em que procurava novas oportunidades.

O Homem Antes do Patch

LM - Quem é o homem por trás do patch?
MT -
Sou um homem simples, trabalhador, leal aos meus princípios e às pessoas que fazem parte da minha vida. Antes de qualquer título, sou alguém que valoriza a família, a amizade e a liberdade. 

LM
- Como começou a tua ligação às motas?
MT -
Começou cedo, com a curiosidade e a paixão pela liberdade que uma mota transmite. Aos poucos, deixou de ser só um gosto e passou a fazer parte de quem sou.

LM
- Lembras-te do momento em que percebeste que a estrada faria parte da tua vida?
MT -
Sim. Foi numa viagem em que senti uma paz e uma liberdade difíceis de explicar. Ali percebi que aquilo não era só um hobby era um estilo de vida.

LM - Que pessoas ou momentos marcaram o início do teu caminho no mundo motard?
MT -
Amigos que já viviam esse espírito e me acolheram. Momentos de estrada, conversas,
partilhas tudo isso moldou o início do meu percurso.

LM - O que significa ser motard para ti?
MT -
Ser motard é liberdade, respeito e irmandade. É viver intensamente cada quilómetro e criar laços
que vão muito além da estrada.


O Encontro com os Piratas

LM - Como começou a tua história com os Piratas da Engadina?
MT -
Começou através da paixão pelas motas e amizades. Identifiquei-me com os valores do grupo .

LM - O que sentiste ao vestir o patch pela primeira vez?
MT -
Orgulho, responsabilidade e um enorme respeito pelo que aquele símbolo representa.

LM - Alguma vez imaginaste liderar o grupo?
MT -
Não. Foi algo que surgiu com o tempo e com a confiança dos irmãos. Nunca foi um objetivo, mas aceitei com honra.

LM - O que mudou quando assumiste a presidência?
MT -
A responsabilidade aumentou muito. Passei a olhar para o grupo como um todo, não apenas como membro, mas como alguém que deve orientar e proteger.

LM - Sentiste o peso da responsabilidade?
MT -
Sim, houve momentos em que o peso é real. Decisões difíceis fazem parte, mas são tomadas sempre a pensar no melhor para o grupo.

LM - O que significa liderar este grupo?
MT -
Significa servir, orientar e garantir que os valores do grupo se mantêm firmes.

LM - Que valores são fundamentais?

MT -
Lealdade, respeito, união e compromisso.

LM - A decisão mais difícil como presidente?
MT -
Tomar decisões que afetam irmãos, sabendo que nem sempre é possível agradar a todos.

LM
- Como manter a irmandade unida?
MT -
Com diálogo, respeito pelas diferenças e foco nos valores que nos unem.

LM - Que tipo de líder procuras ser?
MT -
Justo, presente e acessível alguém em quem os irmãos possam confiar.

LM - Um momento inesquecível?
MT -
Uma viagem em grupo onde tudo se alinhou estrada, espírito, amizade. Esses momentos
ficam para sempre.

LM - O que a estrada te ensinou?
MT -
Paciência, respeito e a importância de viver o momento.

LM - Momento de maior orgulho?
MT -
Ver o grupo crescer unido e forte.

LM - Quando percebeste que eram mais que um grupo?
MT -
Nos momentos difíceis, quando todos estiveram presentes sem hesitar.

LM - O que sentes ao ver um novo membro vestir o patch?
MT -
Orgulho e esperança no futuro do grupo.

LM
- Um episódio que represente tudo?
MT -
Um momento de apoio a um irmão em dificuldade ali percebe-se o verdadeiro significado da


irmandade
.

LM - Três palavras para descrever os Piratas da Engadina?
MT -
Lealdade, respeito, família.

LM - Conselho a um jovem motard?
MT -
Segue o teu caminho com respeito, aprende com quem já anda na estrada e valoriza sempre a irmandade.

O Legado


LM
- Como vês o futuro do grupo?
MT -
Vejo um grupo ainda mais forte, unido e fiel aos seus valores.

LM - Como gostarias de ser lembrado?
MT -
Como alguém que deu tudo pelo grupo, que foi justo e que manteve viva a essência da irmandade.

 E assim termina a entrevista…
mas não termina a lenda.

Porque homens como este não se resumem a palavras.
Escrevem-se na estrada. Gravem-se na memória dos irmãos. Ficam na história do patch que carregam no peito.

Hoje não ouvimos apenas o Presidente dos Piratas da Engadina.
Ouvimos o homem que vive os valores que lidera.

Ficou claro que a presidência não lhe deu grandeza.
A grandeza foi o que o levou à presidência.

Lealdade que não se negocia.
Respeito que não se exige conquista-se.
Irmidade que não se promete prova-se.

E enquanto houver motor a roncar…
enquanto houver estrada por conquistar…
o nome Marco Teixeira continuará a rolar lado a lado com os seus irmãos.

Porque esta não é apenas uma história.
É um legado em andamento.

Irmãos da estrada…
fechamos aqui esta edição de Um Motard, Uma História.

Mas a próxima curva… já está à vista.

terça-feira, 5 de maio de 2026

“UM MOTARD, UMA HISTÓRIA” PREPARA ALGO INESQUECÍVEL

 Há histórias que não precisam de apresentação.
Precisam apenas do momento certo para serem contadas.

A rubrica “Um Motard, Uma História” da LUSOMOTARDS prepara-se para lançar uma entrevista que promete marcar antes e depois nesta jornada de partilha, estrada e irmandade.

Não vamos dizer quem é.
Não vamos dar pistas.
Porque, neste caso, o nome não é o mais importante.

O que importa é o peso da caminhada.
O rasto deixado na estrada.
A marca silenciosa que atravessa gerações de motards.

Estamos a falar de alguém cuja presença se sente antes mesmo de ser anunciada.
Alguém que não precisa de títulos para ser reconhecido.
Alguém cuja história carrega quilómetros, decisões, irmandade e liderança.

Esta não será apenas mais uma entrevista.
Será daquelas que se lê com respeito.
Que se ouve com atenção.
E que se recorda por muito tempo.

Muito em breve, a LUSOMOTARDS vai sentar-se frente a frente com esta figura incontornável do mundo motard.

Sem nomes.
Sem rostos.
Sem pistas.

Apenas a certeza de que, quando esta história for publicada, muitos vão perceber que já conheciam esta presença… mesmo sem saber.

“Um Motard, Uma História” está prestes a revelar algo que não se conta todos os dias.

Fiquem atentos.
Porque a estrada vai falar.

domingo, 26 de abril de 2026

25 de Abril celebrado pelo MC Terrores da Ressaca com voz, memória e união

O MC Terrores da Ressaca promoveu uma sentida celebração do 25 de Abril, reunindo motards e amigos para assinalar uma das datas mais marcantes da história de Portugal.

Entre convívio, respeito e espírito de irmandade, houve um momento que arrepiou todos os presentes quando se cantou Grândola, Vila Morena, a canção eterna de Zeca Afonso que marcou o início da Revolução dos Cravos.

Não foi apenas uma música.
Foi memória.
Foi respeito.



Foi identidade.
Foi liberdade.

Num ambiente simples, mas carregado de simbolismo, relembraram-se os valores que o 25 de Abril representa: liberdade, união, igualdade e fraternidade princípios que continuam vivos no coração de cada motard português.


A LUSOMOTARDS partilha este momento como reconhecimento da importância destas iniciativas, que mantêm viva a memória coletiva e fortalecem os laços da comunidade motard.

Viva o 25 de Abril. Viva a Liberdade.

 

  


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Quando os Alpes chamam, os motards respondem

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O cartaz do Biker Fest Chur 2026 não é apenas um anúncio é um desafio lançado a todos os que sentem a estrada como casa: Ride the Alps.

No próximo sábado, 11 de julho de 2026, a cidade de Chur recebe um encontro que junta paisagem, espírito motard e comunidade portuguesa num só dia memorável.

A base será o Centro Católico Português de Chur, ponto de partida para um programa pensado ao detalhe:

  • 09:00 — Início do evento e receção aos participantes
  • Escolha do prato do almoço até às 10:00
  • 10:00 — Saída para passeio pela região (cerca de 3 horas)
  • 13:30 — Início do almoço
  • 15:00 — Entrega de lembranças e prémios

O cenário não podia ser mais apropriado. Estradas alpinas, curvas perfeitas, ar puro e aquele sentimento que só um passeio em grupo consegue proporcionar.

A organização está a cargo dos Motards do Futuro, que prometem um dia onde o mais importante não é a pressa, mas sim o prazer de rolar em irmandade.

Este flyer transmite exatamente isso: aventura, união e respeito pela cultura motard, tendo como pano de fundo uma das regiões mais bonitas da Suíça.

Marca a data. Afina a máquina.
Os Alpes estão à tua espera.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

O Flyer que já faz ouvir motores ao longe

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A XII Concentração Portuguesa na Montanha já não é apenas uma data no calendário  é um chamamento que ecoa pelos vales e sobe pelas curvas da serra até Döttingen.

Marcada para sábado, 30 de maio de 2026, no Turnhalle Döttingen, esta concentração promete aquilo que verdadeiramente importa no mundo motard: convívio, irmandade, motores alinhados e histórias prontas a nascer.

O flyer fala por si forte, direto, com alma portuguesa e cenário de montanha. Mas mais do que o impacto visual, ele anuncia o que nos espera:

  • Boas-vindas à chegada
  • Benção de capacetes
  • Jantar de confraternização
  • Grande tombola
  • Entrega de prémios

Sem campismo. Porque aqui o foco é estar, partilhar e viver intensamente o momento.

Este é também um encontro com significado especial. Um abraço coletivo ao Amigo Carneiro, que será certamente um dos pontos de emoção deste dia.

A organização do Moto Clube Na Monta da Cabra volta a mostrar que quando há paixão, a montanha enche-se de Portugal.

Os patrocinadores juntam-se à festa, a música estará garantida com os Dart Rock, e a comunidade motard portuguesa na Suíça volta a ter um dos seus pontos altos do ano.

Este não é apenas um evento.
É um reencontro marcado em altitude.

Vê o flyer. Partilha. Marca a data.

E prepara a máquina a montanha está à tua espera.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Concentrações Motard a Chegar: Convívio Primeiro, Lucro Depois

Com a aproximação da época alta das concentrações motard, multiplicam-se os cartazes, os convites, os programas recheados e a vontade de voltar à estrada para reencontrar irmãos de capacete. É o tempo do ano em que os motores aquecem não apenas pelo asfalto, mas sobretudo pelo espírito de união que sempre caracterizou o mundo motard.

Mas, no meio desta energia contagiante, há uma reflexão que se impõe.

Organizar uma concentração dá trabalho. Muito trabalho. Envolve licenças, seguros, infraestruturas, bandas, refeições, logística, brindes, segurança, limpeza e uma infinidade de detalhes que quem nunca organizou dificilmente imagina. Todos nós reconhecemos isso. Todos nós sabemos que há custos reais e elevados.

Contudo, também é verdade que, por vezes, se nota uma tendência crescente para transformar estas iniciativas que nasceram do convívio, da camaradagem e do espírito de irmandade em eventos onde os preços praticados começam a afastar muitos motards.

E isso merece ser pensado.

Quem organiza concentrações também viaja. Também se desloca a outras. Também paga inscrições,


refeições, combustível, portagens, alojamento. Também sente na pele a despesa que cada deslocação representa.

E é precisamente por isso que se torna ainda mais importante manter o equilíbrio.

Hoje, muitos motards optam por fazer um “tour” de estrada, visitar amigos, passar por cafés e pontos de encontro… e evitam entrar na concentração. Não por falta de vontade. Mas porque os valores pedidos se tornaram desajustados à realidade de muitos.

Talvez valha a pena refletir:

Será preferível ter poucos a pagar muito… ou muitos a pagar um valor justo?

A essência das concentrações nunca foi o lucro. Foi o convívio. Foi o abraço entre desconhecidos que partilham a mesma paixão. Foi a partilha de histórias, quilómetros e gargalhadas noite dentro.

Preços acessíveis trazem mais motards. Mais motards trazem mais ambiente. Mais ambiente traz mais consumo, mais visibilidade, mais sucesso para todos.

Zelar pelo espírito motard é também garantir que ninguém se sente excluído.

Porque no fim do dia, o que fica não é o valor da pulseira.
É a memória do convívio.

Que esta nova época de concentrações seja marcada por isso:
estrada, amizade, respeito… e bom senso.

LUSOMOTARDS – Porque ser motard é, acima de tudo, saber partilhar a estrada.

 

domingo, 19 de abril de 2026

ENTREVISTA DO MÊS – “Um Motard, Uma História”

Natural de Lamego, Nuno Ferreira chegou à Suíça em agosto de 2004, como tantos outros portugueses que partiram em busca de melhores condições de vida.

Muito antes de qualquer cargo, de qualquer patch ou de qualquer nome nas costas, existia já um homem com um percurso feito de trabalho, rotinas, decisões e sonhos guardados em silêncio.

Foi apenas anos mais tarde que a mota entrou na sua vida e com ela, uma nova forma de viver, sentir e olhar a estrada.

Hoje, a LUSOMOTARDS senta-se à conversa com este homem, que é também presidente do Grupo Motard Os Tugas.

Mas esta não é apenas uma conversa sobre um grupo.

É, acima de tudo, uma conversa sobre o homem que veste o colete.

O Homem

LUSOMOTARD (LM) - Se hoje não fosses motard, quem seria o Nuno?
Nuno Ferreira (NF) - Seria apenas mais um emigrante preso a uma rotina monótona de casa–trabalho, trabalho–casa, sem grandes momentos de evasão ou liberdade pessoal.

LM - Lembras-te do dia em que percebeste que as motas iam fazer parte da tua vida?
NF - Sim. Foi no dia em que comprei a minha mota, em 2012. A partir desse momento percebi que não era apenas uma compra, mas o início de algo que iria fazer parte da minha vida.

LM - O que sentes nos primeiros minutos de cada saída de mota?
NF - Uma sensação imediata de liberdade, como se tudo o resto ficasse para trás naquele instante.


LM - Preferes andar sozinho para pensar ou em grupo para viver o momento?
NF - Gosto das duas experiências. Sozinho encontro espaço para pensar, em grupo encontro o espírito de partilha e convivência.

LM - O que a estrada já te ensinou que a vida normal nunca ensinaria?
NF - Ensinou-me a sentir uma liberdade e uma tranquilidade que dificilmente se encontram na rotina do dia a dia.

LM - Há algum episódio na estrada que te tenha marcado profundamente como pessoa?
NF - Mais do que um episódio específico, foi o companheirismo vivido com outros motards que mais me marcou ao longo do tempo

O Presidente

LM - Alguma vez imaginaste vir a ser presidente de um grupo motard?
NF - Não, nunca fez parte dos meus planos.

LM - O que mudou na tua forma de ver o mundo motard depois de assumires essa função?
NF - Na verdade, não mudou nada. Continuei a ser exatamente a mesma pessoa que sempre fui.

LM - Ser presidente tira mais do que dá, ou dá mais do que tira?
NF - Dá mais do que tira, principalmente a nível pessoal e humano.

LM - Há decisões que um presidente tem de tomar sozinho?
NF - Não. As decisões são sempre tomadas com base na opinião dos restantes membros do grupo


O Grupo e o Percurso

LM - Como gostas de descrever os Tugas a quem não os conhece?
NF - Como um grupo composto por pessoas educadas, bem-dispostas e que sabem conviver.

LM - Que tipo de pessoas sempre fizeram parte do grupo?
NF - Pessoas honestas, participativas e presentes na vida do grupo.

LM - Qual foi o momento em que sentiste maior orgulho no grupo?
NF - O orgulho esteve sempre presente ao longo do percurso, não num momento isolado.

LM - O que mais valorizas nas pessoas que passaram pelos Tugas?
NF - A honestidade acima de tudo.

A fase atual

LM - O grupo continua vivo, mas mais discreto. Como explicas esta fase?
NF - Vejo esta fase como um momento de reflexão ou simplesmente uma pausa natural.

LM - Esta fase trouxe alguma reflexão pessoal enquanto presidente?
NF - Trouxe um maior sentido de responsabilidade.

LM - Ainda sentes a mesma chama quando vestes o colete?
NF - Sempre. Esse sentimento nunca mudou.

A visão de quem já viveu muito na estrada

LM - O que distingue um grupo motard de um grupo de amigos com motas?
NF - Sinceramente, não vejo grande diferença entre as duas coisas.

LM - O que nunca pode faltar dentro de um grupo para ele se manter vivo?
NF - A honestidade entre todos.

LM - Se pudesses definir os Tugas numa palavra, qual seria?
NF - Irmandade.

LM - E se tivesses de definir o teu percurso como motard noutra palavra?
NF - Liberdade.

No fim desta conversa, fica claro que a verdadeira essência do mundo motard não está apenas nos grupos, nos nomes ou nos coletes.

Está nas pessoas.

Em homens como Nuno Ferreira, que encontraram na estrada mais do que um escape encontraram um sentido, uma forma de viver e uma forma de estar.

O Grupo Motard Os Tugas pode hoje atravessar uma fase mais discreta, mas aquilo que o construiu continua intacto: valores, irmandade e autenticidade.

À LUSOMOTARDS, fica a honra desta partilha.
E ao Nuno, o nosso sincero agradecimento pela disponibilidade, pela honestidade e pela simplicidade com que abriu a porta da sua história.

Porque no final, os grupos podem atravessar fases…
mas o homem que descobriu a liberdade na estrada, esse nunca deixa de seguir caminho.

 Entrevistador:
JM
Rubrica “Um Motard, Uma História” – LUSOMOTARDS

domingo, 5 de abril de 2026

Uma Santa e Feliz Páscoa

 Uma Santa e Feliz Páscoa para toda a família LUSOMOTARDS SUÍÇA.

Que esta época de renovação traga novas estradas, novos horizontes e, acima de tudo, mais união entre todos os que vivem o verdadeiro espírito motard.

Que nunca nos falte saúde para montar na máquina, coragem para enfrentar o vento no peito e amizade para partilhar cada quilómetro percorrido.

Tal como a Páscoa simboliza renascimento, que cada partida seja um recomeço, cada viagem uma descoberta e cada encontro uma celebração da irmandade que nos liga.

Boas curvas, bons encontros e uma Páscoa repleta de luz, paz e companheirismo.


A Direção
LUSOMOTARDS SUÍÇA

quinta-feira, 19 de março de 2026

Feliz Dia do Pai O Legado que Nunca Pára

 Há homens que não precisam de palavras para ensinar.

Ensinam com atitudes. Com silêncio. Com presença.

No mundo motard, ser pai vai muito além do sangue é ser exemplo, é ser estrada, é ser direção quando tudo parece perdido.

Hoje, a LUSOMOTARDS presta homenagem a todos aqueles que nos mostraram o caminho…
não só na vida, mas também na estrada.

O Legado da Estrada

Muitos de nós não começámos sozinhos.
Houve alguém que nos ensinou o respeito pela máquina, pela estrada… e pelos outros.

Alguém que nos mostrou que um verdadeiro homem não se mede pela velocidade, mas pela forma como se levanta depois de cair.

Ser pai é isso.
É abrir caminho… e depois confiar que sabemos seguir.

Para os que estão… e para os que nunca saem de nós

Há pais que rolam ao nosso lado.
E há outros que já partiram… mas continuam presentes em cada viagem, em cada decisão, em cada quilómetro.

A todos eles o nosso respeito eterno.

Porque cada vez que ligamos o motor…
há um pedaço deles que segue connosco.

Hoje não celebramos apenas o Dia do Pai.
Celebramos o legado, a força e a irmandade que passam de geração em geração.

Aos pais, aos filhos… e a todos os irmãos de estrada:
que nunca falte coragem, respeito e liberdade.


domingo, 15 de março de 2026

Abril ENTREVISTA DO MÊS – “Um Motard, Uma História” BREVEMENTE

 ENTREVISTA AO MOTARD – O PRÓXIMO CAPÍTULO

Depois do enorme impacto das últimas entrevistas histórias de estrada, irmandade e verdade motard preparamo-nos agora para um capítulo especial.

Há homens que apenas conduzem motas…
e há homens que marcam o caminho para os outros seguirem.

Na próxima edição da rubrica “Um Motard, Uma História”, vamos sentar-nos frente a frente com alguém que carrega muito mais do que quilómetros nas costas.

Falamos de um homem que conhece a estrada…
mas que também conhece o peso da responsabilidade.

Um homem que lidera uma irmandade de homens com história,
homens de palavra, de caráter forte e de espírito livre.

Mas quem será?

Será alguém da velha guarda?
Uma figura que muitos respeitam…
ou um nome que sempre esteve diante de todos, mas cuja história poucos ouviram verdadeiramente?

Para já…
o silêncio faz parte da rota.

A única certeza é esta:

Quando esta entrevista for revelada em abril, muitos vão perceber que esta história tinha mesmo de ser contada.

Até lá…
fiquem atentos.

Porque nem todas as histórias se contam de imediato.
Algumas esperam o momento certo para fazer história.

sábado, 7 de março de 2026

ENTREVISTA DO MÊS – “Um Motard, Uma História”

 Das montanhas de Manteigas às estradas da Suíça, a história de um motard que viveu a irmandade desde o início.

Há histórias que começam com o som de um motor.

Mas há outras que começam muito antes disso…
Começam na vida.

Esta é a história de Rui Serra.

Um homem nascido no coração da Serra da Estrela, na vila de Manteigas, onde o silêncio das montanhas e a força da natureza moldam o carácter de quem ali cresce. Foi ali que começou o seu caminho, muito antes de existir qualquer mota, qualquer grupo ou qualquer estrada percorrida a milhares de quilómetros da sua terra.

A vida levou-o mais longe.

Da infância nas montanhas de Portugal às estradas da Suíça, Rui Serra acabaria por encontrar no mundo motard algo que muitos procuram durante uma vida inteira: irmandade, liberdade e identidade.

Foi entre motores ligados, encontros improvisados e noites à volta de fogueiras que nasceram amizades, grupos e ideias que marcariam uma geração de motards portugueses emigrados.

Entre essas histórias está também o Red Line, um grupo que ajudou a construir com dedicação e paixão.
E está igualmente o nascimento de algo maior os LUSOMOTARDS, uma união que surgiu da vontade de juntar motards portugueses espalhados pela Suíça.

Mas esta não é apenas uma história de motas.

É uma história de amizade, lealdade, escolhas de vida e respeito pela estrada.

Hoje, com a serenidade de quem já percorreu muitos quilómetros, Rui Serra olha para trás com orgulho, saudade e a certeza de que aquilo que se viveu no verdadeiro espírito motard fica para sempre marcado no coração e na memória da estrada.

Porque no final de tudo, como ele próprio diz:

“Ser motard é respeito… e saber respeitar.”

Lusomotards (LM) - Rui começa por nos falar um pouco de ti. Quem é o homem antes da estrada?

Rui Serra (RS) - Sou Rui Serra, nasci a 26 de junho de 1971 na linda vila de Manteigas, situada no coração da Serra da Estrela. Nasci dentro de uma família muito feliz. Aos 6 anos entrei para a escola da Senhora dos Verdes, onde fiz a 4ª classe. Depois segui para o ciclo e mais tarde para o Colégio Nossa Senhora de Fátima, onde completei os estudos até ao secundário. Aos 20 anos fiz a tropa em Évora durante dois anos. Mais tarde regressei à minha terra e concorri para a GNR. Cheguei a passar nas provas, mas acabei por não seguir esse caminho porque teria de me deslocar para longe e estava prestes a nascer o meu primeiro filho. Foi uma decisão de vida.

LS - Como nasceu a tua ligação às motas?
RS - Um dia, quase por acaso, fui com um amigo até ao Fundão. Visitámos uma garagem da Honda que vendia motas. Eu praticamente não tinha noção nenhuma do mundo das motas… mas quando vi uma CB500 verde militar, foi amor à primeira vista. Comprei-a na hora. Mais tarde tive uma Transalp 600, e aí comecei a perceber que a mota não era apenas um hobby começava a fazer parte de mim.

LM - Quando chegaste à Suíça e como entraste no mundo dos grupos motards?
RS - Foi já na Suíça que tudo ganhou outra dimensão. Comprei uma R1 e comecei a conhecer vários grupos motards. Passei a participar nos eventos e encontros que organizavam. No início éramos poucos, mas já estávamos espalhados pela Suíça em zonas como Zug, Romanshorn e SchaffhausenAos poucos o movimento foi crescendo… até que em 2003 acabámos por formar os LUSOMOTARDS na SuíçaNessa altura eu já tinha o meu pequeno grupo: o Red Line.

LM - Como nasceu a ideia dos LUSOMOTARDS?
RS
A ideia nasceu da forma mais pura que existe no mundo motard: à volta de uma fogueiraEstávamos ali reunidos, a conversar, a trocar ideias… e começámos a falar sobre a necessidade de união entre motards portugueses. Assim nasceu a ideia dos LUSOMOTARDSA motivação cresceu muito em mim, principalmente pela vontade de conhecer mais irmãos motards e fortalecer a união entre todos. No início não foi fácil. Havia muitas ideias diferentes e não era possível concretizar todas. Mas conseguimos algo muito importante: organizar datas de eventos e criar estrutura. E isso já era uma grande vitória.


LM
- O Red Line também fez parte importante da tua história. Como nasceu esse grupo?
RS - O Red Line nasceu em 2003, em Bad Ragaz, através de alguns motards com quem já rodávamos aqui na zona. Para mim, o Red Line era muito mais do que um grupo. Era uma verdadeira aventura que eu estava a criar com alguns amigos. Eu vivia o grupo. Os fins de semana eram praticamente todos dedicados ao Red Line. Fui fundador e ocupei sempre o lugar de presidente, embora tivesse sempre deixado a porta aberta para que outro motard do grupo pudesse assumir o lugar se assim desejasse. Mas acabou por nunca acontecer.

LM - Como foram os primeiros eventos e concentrações organizados pelo Red Line?
RS - No início, fazer uma concentração motard ainda era novidade para muitos portugueses. Havia sempre aquele receio… Mas eu tinha uma certeza dentro de mim: os nossos irmãos motards iam aparecerE assim aconteceu. Sempre que organizávamos algo, os motards apareciam e apoiavam. A todos eles deixo aqui o meu agradecimento. O Red Line chegou a ter cerca de 50 sócios, mas com o passar do tempo muitos motards seguiram outros caminhos: juntaram-se a outros grupos ou criaram novos. E assim o Red Line acabou por se ir perdendo. Para
mim isso foi natural. 
Somos todos livres.


LM
- O teu afastamento do meio motard teve alguma razão especial?
RS - Não houve qualquer problema. Foi apenas um afastamento natural devido à vida privadaMas dentro de mim continuo a sentir-me parte disto tudo. Mesmo sem o Red Line ativo, continuo ligado ao espírito motard.

LM - Quando olhas para trás, o que sentes ao recordar esse percurso?
RS - Sinto saudades… mas acima de tudo muito orgulhoOrgulho de todos os motards com quem convivi e também daqueles que, mesmo sem conhecer muito bem, fizeram parte deste caminho. Para mim, a amizade no mundo motard não se compra nem se vende vive-seAprendi muito com todos. Aprendi sobretudo o respeito e a lealdade.

LM - O que é que a estrada te ensinou?
RS - A estrada ensinou-me muito. Ensinou-me a respeitá-la, porque é ela que leva as nossas alegrias a todo o lado. Aprendi que a estrada também merece respeito. Para mim, a estrada significa liberdadeLive to Ride, Ride to Live.

LM - Existe vontade de regressar mais ativamente ao mundo motard?
RS - Voltar como antes… provavelmente não. Mas participarei com todo o gosto em alguns eventos que venham a organizar. Porque isto nunca desaparece completamente de dentro de nós.

LM  - Que mensagem deixas aos jovens motards?
RSNós vivíamos tudo isto com uma enorme satisfação. Era algo muito puro. Aos jovens motards deixo um conselho simples: tenham o máximo cuidado ao andar de mota. E deixo também um pensamento para aqueles nossos amigos motards que infelizmente já partiram.

LM - Para terminar, o que significa para ti ser motard?
RS - Ser motard é algo simples, mas profundo: 
Ser motard é respeito… e saber respeitar.


Há homens que passam pelo mundo motard. E há homens que ajudam a construir esse mundo.

Rui Serra pertence a essa geração que viveu o motociclismo não como moda, nem como estatuto, mas como forma de vida. Uma geração que se encontrou nas estradas da Suíça, longe da terra natal, mas unida pelo mesmo som de motores, pelo mesmo espírito de irmandade e pela mesma paixão pela liberdade.

Entre fogueiras acesas nas noites frias, quilómetros partilhados e sonhos discutidos entre amigos, nasceram ideias que acabariam por marcar uma comunidade inteira.

Uma dessas ideias foi a criação dos LUSOMOTARDS.

Outra foi o espírito que deu vida ao Red Line, um grupo criado com amizade, dedicação e a vontade de juntar motards em torno de algo maior do que apenas andar de mota.

O tempo passa.
Os caminhos mudam.
Alguns grupos desaparecem.
Outros transformam-se.

Mas aquilo que realmente importa fica para sempre gravado na estrada e na memória de quem viveu esses momentos.

Rui Serra pode hoje estar mais afastado da estrada como antes a vivia, mas a sua história continua a fazer parte das raízes desta irmandade.

Porque no mundo motard há algo que o tempo nunca apaga:

o respeito por quem ajudou a abrir caminho.

E como ele próprio nos recorda, com a simplicidade de quem viveu tudo isto de forma verdadeira:

Ser motard não é uma aparência.

É uma forma de estar.

É uma forma de viver.

E acima de tudo…
é uma forma de respeitar.

Entrevistador:
JM
Rubrica “Um Motard, Uma História” – LUSOMOTARDS


sexta-feira, 6 de março de 2026

Piratas da Engadina realizam a 10° Assembleia Geral Ordinária com espírito de união e compromisso

 Decorreu ontem, em ambiente de forte camaradagem e sentido de responsabilidade, a Assembleia Geral Ordinária dos Piratas da Engadina, reunindo os seus associados para analisar o percurso do último ano e definir os rumos futuros do motoclube.

A sessão ficou marcada pela participação ativa de alguns membros, que demonstraram, mais uma vez, que ser Pirata vai muito além de ostentar o dorsal é assumir compromisso, presença e responsabilidade para com o grupo.

Durante a reunião foram apresentados e discutidos os relatórios de atividades e de gestão referentes ao ano transato, com balanço positivo das iniciativas realizadas, dos eventos organizados e da representação do clube em encontros motards dentro e fora da região da Engadina. A transparência na gestão e o espírito democrático estiveram em destaque ao longo de toda a sessão.

Foram ainda debatidos os objetivos para o novo ano motard, reforçando-se a aposta na coesão interna, na participação ativa dos sócios e na afirmação do clube no panorama motard suíço e lusófono.

A Assembleia Geral Ordinária confirmou que os Piratas da Engadina continuam firmes nos seus valores: lealdade, irmandade e estrada. O futuro constrói-se com trabalho, dedicação e presença e isso ficou claro na noite de ontem.

A LUSOMOTARDS saúda o espírito demonstrado por este motoclube irmão, exemplo de organização e união dentro da comunidade motard portuguesa na Suíça.

Seguimos juntos. Sempre em frente.

domingo, 1 de março de 2026

Março ENTREVISTA DO MÊS – “Um Motard, Uma História” BREVEMENTE

 UMA HISTÓRIA QUE RESISTIU AO TEMPO.

Há homens que não aparecem todos os dias nas estradas…
mas cuja presença nunca desaparece da memória.

Ele esteve lá desde o início da LUSOMOTARDS.
Na fundação.
Na liderança.
Naqueles momentos em que respeito e lealdade eram conquistados, não pedidos.

O grupo que liderou acabou.
Mas ele… não.
Retirou-se do mundo motard pelas circunstâncias da vida…
mas nunca foi esquecido.

Porque no meio da irmandade mais antiga,
há pessoas que podem desaparecer…
mas nunca deixam de existir.

Em março
Uma entrevista.
Um homem. Um legado. Uma história que poucos conhecem…

Preparem-se para descobrir segredos, decisões e momentos que marcaram o mundo motard e que continuam a ecoar, mesmo na ausência.