terça-feira, 12 de maio de 2026

ENTREVISTA DO MÊS – “Um Motard, Uma História”

 Há homens que andam de mota.
E há homens que nascem para a estrada.

Marco Teixeira pertence à segunda raça.

Natural de Dalvares, Tarouca. Forjado longe de casa, chegado à Suíça ainda adolescente, trouxe consigo algo que o tempo não muda e a distância não apaga: carácter.

A mota não entrou na sua vida como passatempo.
Entrou como destino.

Na solidão da estrada encontrou paz.
Na irmandade encontrou propósito.
E nos Piratas encontrou família.

Quando vestiu o patch pela primeira vez, não vestiu um símbolo.
Vestiu uma responsabilidade.

Nunca procurou o lugar de líder.
Mas os líderes verdadeiros não se candidatam são escolhidos.

Hoje, como Presidente dos Piratas da Engadina, não guia apenas uma mota.
Guia homens.
Guia valores.
Guia uma irmandade.

Porque para Marco, liderar não é dar ordens.
É dar o exemplo.
É proteger os seus.
É garantir que lealdade, respeito e união não são palavras… são leis.


Este não é apenas o Presidente.
Este é o homem que carrega o espírito dos Piratas no peito e na forma de viver.

Senhoras e senhores… irmãos da estrada…

Com vocês, o Presidente dos Piratas da Engadina:

Marco Teixeira.

 Lusomotards (LM)  - Quando chegaste à Suíça?
Marco Teixeira (MT) -
Cheguei à Suíça 1999 com 14 anos, numa fase em que procurava novas oportunidades.

O Homem Antes do Patch

LM - Quem é o homem por trás do patch?
MT -
Sou um homem simples, trabalhador, leal aos meus princípios e às pessoas que fazem parte da minha vida. Antes de qualquer título, sou alguém que valoriza a família, a amizade e a liberdade. 

LM
- Como começou a tua ligação às motas?
MT -
Começou cedo, com a curiosidade e a paixão pela liberdade que uma mota transmite. Aos poucos, deixou de ser só um gosto e passou a fazer parte de quem sou.

LM
- Lembras-te do momento em que percebeste que a estrada faria parte da tua vida?
MT -
Sim. Foi numa viagem em que senti uma paz e uma liberdade difíceis de explicar. Ali percebi que aquilo não era só um hobby era um estilo de vida.

LM - Que pessoas ou momentos marcaram o início do teu caminho no mundo motard?
MT -
Amigos que já viviam esse espírito e me acolheram. Momentos de estrada, conversas,
partilhas tudo isso moldou o início do meu percurso.

LM - O que significa ser motard para ti?
MT -
Ser motard é liberdade, respeito e irmandade. É viver intensamente cada quilómetro e criar laços
que vão muito além da estrada.


O Encontro com os Piratas

LM - Como começou a tua história com os Piratas da Engadina?
MT -
Começou através da paixão pelas motas e amizades. Identifiquei-me com os valores do grupo .

LM - O que sentiste ao vestir o patch pela primeira vez?
MT -
Orgulho, responsabilidade e um enorme respeito pelo que aquele símbolo representa.

LM - Alguma vez imaginaste liderar o grupo?
MT -
Não. Foi algo que surgiu com o tempo e com a confiança dos irmãos. Nunca foi um objetivo, mas aceitei com honra.

LM - O que mudou quando assumiste a presidência?
MT -
A responsabilidade aumentou muito. Passei a olhar para o grupo como um todo, não apenas como membro, mas como alguém que deve orientar e proteger.

LM - Sentiste o peso da responsabilidade?
MT -
Sim, houve momentos em que o peso é real. Decisões difíceis fazem parte, mas são tomadas sempre a pensar no melhor para o grupo.

LM - O que significa liderar este grupo?
MT -
Significa servir, orientar e garantir que os valores do grupo se mantêm firmes.

LM - Que valores são fundamentais?

MT -
Lealdade, respeito, união e compromisso.

LM - A decisão mais difícil como presidente?
MT -
Tomar decisões que afetam irmãos, sabendo que nem sempre é possível agradar a todos.

LM
- Como manter a irmandade unida?
MT -
Com diálogo, respeito pelas diferenças e foco nos valores que nos unem.

LM - Que tipo de líder procuras ser?
MT -
Justo, presente e acessível alguém em quem os irmãos possam confiar.

LM - Um momento inesquecível?
MT -
Uma viagem em grupo onde tudo se alinhou estrada, espírito, amizade. Esses momentos
ficam para sempre.

LM - O que a estrada te ensinou?
MT -
Paciência, respeito e a importância de viver o momento.

LM - Momento de maior orgulho?
MT -
Ver o grupo crescer unido e forte.

LM - Quando percebeste que eram mais que um grupo?
MT -
Nos momentos difíceis, quando todos estiveram presentes sem hesitar.

LM - O que sentes ao ver um novo membro vestir o patch?
MT -
Orgulho e esperança no futuro do grupo.

LM
- Um episódio que represente tudo?
MT -
Um momento de apoio a um irmão em dificuldade ali percebe-se o verdadeiro significado da


irmandade
.

LM - Três palavras para descrever os Piratas da Engadina?
MT -
Lealdade, respeito, família.

LM - Conselho a um jovem motard?
MT -
Segue o teu caminho com respeito, aprende com quem já anda na estrada e valoriza sempre a irmandade.

O Legado


LM
- Como vês o futuro do grupo?
MT -
Vejo um grupo ainda mais forte, unido e fiel aos seus valores.

LM - Como gostarias de ser lembrado?
MT -
Como alguém que deu tudo pelo grupo, que foi justo e que manteve viva a essência da irmandade.

 E assim termina a entrevista…
mas não termina a lenda.

Porque homens como este não se resumem a palavras.
Escrevem-se na estrada. Gravem-se na memória dos irmãos. Ficam na história do patch que carregam no peito.

Hoje não ouvimos apenas o Presidente dos Piratas da Engadina.
Ouvimos o homem que vive os valores que lidera.

Ficou claro que a presidência não lhe deu grandeza.
A grandeza foi o que o levou à presidência.

Lealdade que não se negocia.
Respeito que não se exige conquista-se.
Irmidade que não se promete prova-se.

E enquanto houver motor a roncar…
enquanto houver estrada por conquistar…
o nome Marco Teixeira continuará a rolar lado a lado com os seus irmãos.

Porque esta não é apenas uma história.
É um legado em andamento.

Irmãos da estrada…
fechamos aqui esta edição de Um Motard, Uma História.

Mas a próxima curva… já está à vista.

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