domingo, 26 de abril de 2026

25 de Abril celebrado pelo MC Terrores da Ressaca com voz, memória e união

O MC Terrores da Ressaca promoveu uma sentida celebração do 25 de Abril, reunindo motards e amigos para assinalar uma das datas mais marcantes da história de Portugal.

Entre convívio, respeito e espírito de irmandade, houve um momento que arrepiou todos os presentes quando se cantou Grândola, Vila Morena, a canção eterna de Zeca Afonso que marcou o início da Revolução dos Cravos.

Não foi apenas uma música.
Foi memória.
Foi respeito.



Foi identidade.
Foi liberdade.

Num ambiente simples, mas carregado de simbolismo, relembraram-se os valores que o 25 de Abril representa: liberdade, união, igualdade e fraternidade princípios que continuam vivos no coração de cada motard português.


A LUSOMOTARDS partilha este momento como reconhecimento da importância destas iniciativas, que mantêm viva a memória coletiva e fortalecem os laços da comunidade motard.

Viva o 25 de Abril. Viva a Liberdade.

 

  


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Quando os Alpes chamam, os motards respondem

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O cartaz do Biker Fest Chur 2026 não é apenas um anúncio é um desafio lançado a todos os que sentem a estrada como casa: Ride the Alps.

No próximo sábado, 11 de julho de 2026, a cidade de Chur recebe um encontro que junta paisagem, espírito motard e comunidade portuguesa num só dia memorável.

A base será o Centro Católico Português de Chur, ponto de partida para um programa pensado ao detalhe:

  • 09:00 — Início do evento e receção aos participantes
  • Escolha do prato do almoço até às 10:00
  • 10:00 — Saída para passeio pela região (cerca de 3 horas)
  • 13:30 — Início do almoço
  • 15:00 — Entrega de lembranças e prémios

O cenário não podia ser mais apropriado. Estradas alpinas, curvas perfeitas, ar puro e aquele sentimento que só um passeio em grupo consegue proporcionar.

A organização está a cargo dos Motards do Futuro, que prometem um dia onde o mais importante não é a pressa, mas sim o prazer de rolar em irmandade.

Este flyer transmite exatamente isso: aventura, união e respeito pela cultura motard, tendo como pano de fundo uma das regiões mais bonitas da Suíça.

Marca a data. Afina a máquina.
Os Alpes estão à tua espera.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

O Flyer que já faz ouvir motores ao longe

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A XII Concentração Portuguesa na Montanha já não é apenas uma data no calendário  é um chamamento que ecoa pelos vales e sobe pelas curvas da serra até Döttingen.

Marcada para sábado, 30 de maio de 2026, no Turnhalle Döttingen, esta concentração promete aquilo que verdadeiramente importa no mundo motard: convívio, irmandade, motores alinhados e histórias prontas a nascer.

O flyer fala por si forte, direto, com alma portuguesa e cenário de montanha. Mas mais do que o impacto visual, ele anuncia o que nos espera:

  • Boas-vindas à chegada
  • Benção de capacetes
  • Jantar de confraternização
  • Grande tombola
  • Entrega de prémios

Sem campismo. Porque aqui o foco é estar, partilhar e viver intensamente o momento.

Este é também um encontro com significado especial. Um abraço coletivo ao Amigo Carneiro, que será certamente um dos pontos de emoção deste dia.

A organização do Moto Clube Na Monta da Cabra volta a mostrar que quando há paixão, a montanha enche-se de Portugal.

Os patrocinadores juntam-se à festa, a música estará garantida com os Dart Rock, e a comunidade motard portuguesa na Suíça volta a ter um dos seus pontos altos do ano.

Este não é apenas um evento.
É um reencontro marcado em altitude.

Vê o flyer. Partilha. Marca a data.

E prepara a máquina a montanha está à tua espera.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Concentrações Motard a Chegar: Convívio Primeiro, Lucro Depois

Com a aproximação da época alta das concentrações motard, multiplicam-se os cartazes, os convites, os programas recheados e a vontade de voltar à estrada para reencontrar irmãos de capacete. É o tempo do ano em que os motores aquecem não apenas pelo asfalto, mas sobretudo pelo espírito de união que sempre caracterizou o mundo motard.

Mas, no meio desta energia contagiante, há uma reflexão que se impõe.

Organizar uma concentração dá trabalho. Muito trabalho. Envolve licenças, seguros, infraestruturas, bandas, refeições, logística, brindes, segurança, limpeza e uma infinidade de detalhes que quem nunca organizou dificilmente imagina. Todos nós reconhecemos isso. Todos nós sabemos que há custos reais e elevados.

Contudo, também é verdade que, por vezes, se nota uma tendência crescente para transformar estas iniciativas que nasceram do convívio, da camaradagem e do espírito de irmandade em eventos onde os preços praticados começam a afastar muitos motards.

E isso merece ser pensado.

Quem organiza concentrações também viaja. Também se desloca a outras. Também paga inscrições,


refeições, combustível, portagens, alojamento. Também sente na pele a despesa que cada deslocação representa.

E é precisamente por isso que se torna ainda mais importante manter o equilíbrio.

Hoje, muitos motards optam por fazer um “tour” de estrada, visitar amigos, passar por cafés e pontos de encontro… e evitam entrar na concentração. Não por falta de vontade. Mas porque os valores pedidos se tornaram desajustados à realidade de muitos.

Talvez valha a pena refletir:

Será preferível ter poucos a pagar muito… ou muitos a pagar um valor justo?

A essência das concentrações nunca foi o lucro. Foi o convívio. Foi o abraço entre desconhecidos que partilham a mesma paixão. Foi a partilha de histórias, quilómetros e gargalhadas noite dentro.

Preços acessíveis trazem mais motards. Mais motards trazem mais ambiente. Mais ambiente traz mais consumo, mais visibilidade, mais sucesso para todos.

Zelar pelo espírito motard é também garantir que ninguém se sente excluído.

Porque no fim do dia, o que fica não é o valor da pulseira.
É a memória do convívio.

Que esta nova época de concentrações seja marcada por isso:
estrada, amizade, respeito… e bom senso.

LUSOMOTARDS – Porque ser motard é, acima de tudo, saber partilhar a estrada.

 

domingo, 19 de abril de 2026

ENTREVISTA DO MÊS – “Um Motard, Uma História”

Natural de Lamego, Nuno Ferreira chegou à Suíça em agosto de 2004, como tantos outros portugueses que partiram em busca de melhores condições de vida.

Muito antes de qualquer cargo, de qualquer patch ou de qualquer nome nas costas, existia já um homem com um percurso feito de trabalho, rotinas, decisões e sonhos guardados em silêncio.

Foi apenas anos mais tarde que a mota entrou na sua vida e com ela, uma nova forma de viver, sentir e olhar a estrada.

Hoje, a LUSOMOTARDS senta-se à conversa com este homem, que é também presidente do Grupo Motard Os Tugas.

Mas esta não é apenas uma conversa sobre um grupo.

É, acima de tudo, uma conversa sobre o homem que veste o colete.

O Homem

LUSOMOTARD (LM) - Se hoje não fosses motard, quem seria o Nuno?
Nuno Ferreira (NF) - Seria apenas mais um emigrante preso a uma rotina monótona de casa–trabalho, trabalho–casa, sem grandes momentos de evasão ou liberdade pessoal.

LM - Lembras-te do dia em que percebeste que as motas iam fazer parte da tua vida?
NF - Sim. Foi no dia em que comprei a minha mota, em 2012. A partir desse momento percebi que não era apenas uma compra, mas o início de algo que iria fazer parte da minha vida.

LM - O que sentes nos primeiros minutos de cada saída de mota?
NF - Uma sensação imediata de liberdade, como se tudo o resto ficasse para trás naquele instante.


LM - Preferes andar sozinho para pensar ou em grupo para viver o momento?
NF - Gosto das duas experiências. Sozinho encontro espaço para pensar, em grupo encontro o espírito de partilha e convivência.

LM - O que a estrada já te ensinou que a vida normal nunca ensinaria?
NF - Ensinou-me a sentir uma liberdade e uma tranquilidade que dificilmente se encontram na rotina do dia a dia.

LM - Há algum episódio na estrada que te tenha marcado profundamente como pessoa?
NF - Mais do que um episódio específico, foi o companheirismo vivido com outros motards que mais me marcou ao longo do tempo

O Presidente

LM - Alguma vez imaginaste vir a ser presidente de um grupo motard?
NF - Não, nunca fez parte dos meus planos.

LM - O que mudou na tua forma de ver o mundo motard depois de assumires essa função?
NF - Na verdade, não mudou nada. Continuei a ser exatamente a mesma pessoa que sempre fui.

LM - Ser presidente tira mais do que dá, ou dá mais do que tira?
NF - Dá mais do que tira, principalmente a nível pessoal e humano.

LM - Há decisões que um presidente tem de tomar sozinho?
NF - Não. As decisões são sempre tomadas com base na opinião dos restantes membros do grupo


O Grupo e o Percurso

LM - Como gostas de descrever os Tugas a quem não os conhece?
NF - Como um grupo composto por pessoas educadas, bem-dispostas e que sabem conviver.

LM - Que tipo de pessoas sempre fizeram parte do grupo?
NF - Pessoas honestas, participativas e presentes na vida do grupo.

LM - Qual foi o momento em que sentiste maior orgulho no grupo?
NF - O orgulho esteve sempre presente ao longo do percurso, não num momento isolado.

LM - O que mais valorizas nas pessoas que passaram pelos Tugas?
NF - A honestidade acima de tudo.

A fase atual

LM - O grupo continua vivo, mas mais discreto. Como explicas esta fase?
NF - Vejo esta fase como um momento de reflexão ou simplesmente uma pausa natural.

LM - Esta fase trouxe alguma reflexão pessoal enquanto presidente?
NF - Trouxe um maior sentido de responsabilidade.

LM - Ainda sentes a mesma chama quando vestes o colete?
NF - Sempre. Esse sentimento nunca mudou.

A visão de quem já viveu muito na estrada

LM - O que distingue um grupo motard de um grupo de amigos com motas?
NF - Sinceramente, não vejo grande diferença entre as duas coisas.

LM - O que nunca pode faltar dentro de um grupo para ele se manter vivo?
NF - A honestidade entre todos.

LM - Se pudesses definir os Tugas numa palavra, qual seria?
NF - Irmandade.

LM - E se tivesses de definir o teu percurso como motard noutra palavra?
NF - Liberdade.

No fim desta conversa, fica claro que a verdadeira essência do mundo motard não está apenas nos grupos, nos nomes ou nos coletes.

Está nas pessoas.

Em homens como Nuno Ferreira, que encontraram na estrada mais do que um escape encontraram um sentido, uma forma de viver e uma forma de estar.

O Grupo Motard Os Tugas pode hoje atravessar uma fase mais discreta, mas aquilo que o construiu continua intacto: valores, irmandade e autenticidade.

À LUSOMOTARDS, fica a honra desta partilha.
E ao Nuno, o nosso sincero agradecimento pela disponibilidade, pela honestidade e pela simplicidade com que abriu a porta da sua história.

Porque no final, os grupos podem atravessar fases…
mas o homem que descobriu a liberdade na estrada, esse nunca deixa de seguir caminho.

 Entrevistador:
JM
Rubrica “Um Motard, Uma História” – LUSOMOTARDS

domingo, 5 de abril de 2026

Uma Santa e Feliz Páscoa

 Uma Santa e Feliz Páscoa para toda a família LUSOMOTARDS SUÍÇA.

Que esta época de renovação traga novas estradas, novos horizontes e, acima de tudo, mais união entre todos os que vivem o verdadeiro espírito motard.

Que nunca nos falte saúde para montar na máquina, coragem para enfrentar o vento no peito e amizade para partilhar cada quilómetro percorrido.

Tal como a Páscoa simboliza renascimento, que cada partida seja um recomeço, cada viagem uma descoberta e cada encontro uma celebração da irmandade que nos liga.

Boas curvas, bons encontros e uma Páscoa repleta de luz, paz e companheirismo.


A Direção
LUSOMOTARDS SUÍÇA